quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

AMOR É... AFETIVO E EFETIVO


AMOR É...
AFETIVO E EFETIVO






Apreciamos discussões e estudos sobre o amor enquanto fenômeno observável. Também sabemos que muitos pensamentos distinguem amor de afeto e, algumas proposições trazem a diferença entre amor afetivo e amor efetivo. Aqui, quero trazer uma reflexão sobre o amor enquanto poder e fenômeno sensível, ao mesmo tempo afetivo e efetivo.

Ora, considerando-se que o conceito da palavra efetivo diz respeito àquilo que é real, verdadeiro e legítimo, imagino: como pode existir um amor que não seja, certamente, efetivo? Não sendo efetivo, será amor? Porque por si só, o ato de amar promove segurança, implica em confiabilidade, cuidado, almeja o bem e é muito poderoso. Então, como imaginar este sentimento de outra forma? Existe possibilidade de relativizá-lo? O que aparece de outra maneira poderá ser chamado de amor?

A Biodança é conceituada como “a poética do encontro humano”. Todo nosso trabalho está ancorado sobre o vínculo e prática do amor enquanto força capaz de mover estruturas enrijecidas, colapsadas, restaurando o fluxo da energia promotora de integração e saúde. Compreendemos o amor como uma prática que dispensa complementos (amor “fraterno”, amor “divino”, amor “compassivo”), uma vez que o verbo amar é absoluto em si mesmo. Muitas vezes praticamos em nossas sessões o ato de declararmos nossa disponibilidade amorosa como uma simples revelação: - Amo! ,  apresentando o ato de amar, antes de mais nada, como um poder de quem sente em si e essencialmente benéfico ao si mesmo.  Isto porque, em boa parte das vezes, as pessoas imaginam que o amor que sentem está no outro. Elas acreditam que, se o outro se vai, leva também sua capacidade de amar – o que é um equívoco estrutural.

O amor é um poder inato ao ser humano, uma capacidade muitas vezes colapsada pelos dias. Ele desperta por motivações diversas e, embora precise manifestar-se na relação com o outro, ele existe EM QUEM AMA -  e não NO outro. Neste outro, o que existe, é o amor que há NELE  mesmo!


Nada mais verdadeiro e real, numa pessoa, do que sua capacidade de amar. Portanto o  AMOR  (cabem as maiúsculas) é uma manifestação afetiva e, apenas por ser o que é, não existe de outra maneira que não seja a efetiva

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