quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

2017

A JORNADA DOS DEUSES

Uma investigação contemporânea sobre a sexualidade humana.




PROGRAMAÇÃO:

06 de maio – sábado - SEXO, GÊNERO E SEXUALIDADE: OLHARES CONTEMPORÂNEOS – Adriano Cysneiros - Psicólogo
Investigação acerca dasforças que se fazem presentes no campo da sexualidade, desconstrução de conceitos engessados, deslocamento das noções de saúde e doença no que dizrespeito à sexualidade e sua prática.
Das 8 às 18:00
Local: Biocentrum

02 A 04 de junho - PROJETO MINOTAURO – Hilda Nascimento e Eliana Pereira.
Maratona de Biodança em regime de externato (participantes poderão dormir em suas residências)  onde serão abordados os medos impeditivos da expressão integrada desta linha de vivência.
Horários: dia 02 – das 19 às 22:00
                  Dia 03 – das 8 às 18:00
                  Dia 04 – das 9 às 17:00
Local: Biocentrum

15 de julho – sábado – O  MANIFESTOVioleta Campos Ribeiro – psicóloga, terapeuta cognitivo comportamental, especialista em psicoterapia com foco em sexualidade.
Trabalho visando promover uma reflexão sobre os estereótipos do príncipe (alto desempenho) e da princesa (recato e docilidade), como padrões de comportamento nas relações amorosas e sexuais.
Horário: das 8 às 12:00
Local: Biocentrum

25 a 27 de agosto - INFINITO DOS DEUSES – Hilda Nascimento e Eliana Pereira
Nesta maratona de Biodança em regime de internato, inspirada na roda dos deuses do Olimpo,  cada participante poderá entrar em contato mais profundo com os atributos da divindade que mais se aproxima do seu perfil pessoal e, ao mesmo tempo, trabalhar a polaridade que lhe dará equilíbrio.
Regime de internato
Local: Fazenda Campo Verde

01 de outubro - TEATRO TERAPIA – Hilda Nascimento  e  Eliana Pereira
Prática de proposta de Augusto Boal focando situações impeditivas relativas ao tema da sexualidade objetivando desbloqueio de expressões colapsadas pela cultura, pela moral, por vícios desenvolvidos a partir de aprendizados aprisionadores, durante a vida.
Das 9 às 17
Local:    Biocentrum

10 de novembro – TANTRA E SEXUALIDADE – Jorge Coutinho – Terapeuta Corporal Tântrico
Proposta vivencial (Meditações Ativas, Meditações Vibracionais, Meditações Sociais, Vivências em grupo) com o objetivo de levar os participantes a perceber a importância da energia sexual e o papel fundamental que exerce sobre o equilíbrio do indivíduo e a sua auto realização, experimentando a força desta energia, ressignificando conceitos e desbloqueando colapsos impeditivos do sentir prazer.
Das 9 às 17:00
Local: Biocentrum

8 a 10 de dezembro - BANQUETE DOS DEUSES – Eliana Pereira e Hilda Nascimento
Maratona de Biodança em regime de internato para aprofundamento da entrega e desfrute do prazer a partir da linha da Sexualidade.
Regime de internato
Local: Fazenda Campo Verde



MAIORES INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES PELOS E-MAILS:
handragora@hotmail.com
elianapereira1607@gmail.com

VÍNCULO ATRAVÉS DOS TEMPOS




VÍNCULO ATRAVÉS DOS TEMPOS
Rolando Toro



A forma como os indivíduos se vinculam com seus semelhantes tem mudado através da história. Originalmente as formas de vínculo eram solidárias e orgânicas. O instinto de vínculo intra-espécie e a necessidade de sobrevivência conduziam naturalmente a convivência.

O vínculo entre homem e mulher era complementário e não autoritário. As relações com a natureza e o cuidado das crianças davam à mulher um lugar especial na comunidade. A cura, os alimentos, os ritos de fertilidade e reconexão eram preferencialmente femininos. A casa, a proteção do território e o fabrico de ferramentas era tarefa dos homens.

Com o Patriarcalismo surgiu o autoritarismo e o machismo.

A evolução das relações humanas entrou em um processo de decadência através dos séculos.

O Panteísmo, que se manifestava no vínculo cósmico com as divindades vindas da natureza, passou a ser rechaçado pelas religiões com deuses antropomórficos. O medo dos deuses “terríveis” conduziu à crença de que era necessário acalmá-los mediante sacrifícios e sofrimentos. Esta estrutura religiosa se conserva até nossos dias.


Escala de vínculo – natureza das mudanças.

 Individualismo -  indivíduo como átomo social.  Esta  idéia se relaciona com o liberalismo econômico, em que existe liberdade para desenvolver a existência com independência do resto do mundo. Esta forma de vínculo individualista é a mais comum. Suas consequências são a agressividade, a solidão, a injustiça e o sofrimento que abarca milhões de seres humanos. Individualismo e autoritarismo seguem juntos. Os seres humanos são descartáveis.
2.        
     Personalismo – o personalismo consiste na capacidade de certos seres humanos de fazer ressoar sua voz através da máscara – persona. Os atores gregos faziam ressoar sua voz através de uma máscara durante a apresentação da tragédia. No personalismo surge a condição protagônica de um indivíduo que se faz ouvir por suas características pessoais ou sua capacidade de representar uma personagem.

3.       Prioridade do encontro e do diálogo – (Bubber, Paulo Freire, Pichon) Este é um importante passo na evolução do vínculo. Aqui, o ser humano é reconhecido como um “ser relacional”. Aqui existe o diálogo afetivo, o juízo crítico e a prática de uma educação para a liberdade e para a justiça social A teoria do diálogo se orienta principalmente pela comunicação verbal afetiva e solidária.  A ciência tem descrito atualmente outras linguagens silenciosas como o diálogo das carícias, o diálogo psicotônico e o diálogo gestual e do olhar. É possível comprovar a influência dessas formas de diálogo no sistema  hormonal e imunológico. O abraço e as carícias são as formas dialógicas nutracêuticas – nutritivas e terapêuticas.

4.       Expressão da identidade com o outro – (Piaget) Aqui, a identidade só se revela na presença de outra pessoa. O outro é um fator do ambiente ecológico enriquecido em que a convivência estimula a expressão da identidade. Em Biodança se estimula o vínculo inter-humano em seus múltiplos aspectos e se aprende a qualificar o outro, valorizando-o afetivamente e celebrando-o com amor. Aqui, o ser humano passa a ser necessário ao outro.

5.       Empatia – capacidade de perceber e compreender diretamente os estados mentais e comportamento da outra pessoa. É colocar-se no lugar do outro. O outro é, de fato, um semelhante. Este é um fenômeno de expansão da consciência e uma forma de vínculo evolucionária.


6.       Epifania do encontro – Levinas revela que a mais elevada forma de vínculo é o “olhar nos olhos”. Aí reside o êxtase da fusão com o outro. Trata-se de chegar a ser um com o outro. Aqui, a relação perde a assimetria da Empatia. É um vínculo recíproco com o “outro-infinito”, com o diferente a quem não se conhece totalmente. O outro se hospeda e é hospedado reciprocamente através do enfrentamento, cara a cara. É a aproximação absoluta num mundo privado de intimidade com o diferente. Através do olhar ambos alcançam a união com o sagrado num ato de epifania e êxtase.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

TEATRO E BIODANÇA - juntos!




TEATRO E BIODANÇA - juntos!



Para aqueles que desejam desenvolver sua percepção do mundo, seus potenciais de comunicação e expressão através de jogos, exercícios cênicos e muito movimento!

O teatro é uma ferramenta que serve não apenas para profissionalizar atores. Ele pode auxiliar outras pessoas a desenvolverem habilidades como: oratória, raciocínio lógico, velocidade de pensamento, improvisação, trabalho em equipe, expressividade, percepção aguçada da realidade e certamente convida seus praticantes a elevarem sua auto-estima. Porque o teatro é um excelente exercício para perder a inibição e desenvolver a consciência corporal, levando cada participante a dar-se conta da importância de ser do jeito que é.  

O que acontece é que quase ninguém sabe disso. As pessoas pensam que participar de um trabalho de teatro implique, basicamente, em decorar um texto e “aprender” a interpretá-lo. Raramente alguém imagina que a prática para não atores convide os participantes a descobrirem, dentro de si mesmos, todas as qualidades que têm para expressar melhor aquilo que sentem, seja quando leem um texto, seja quando falam de suas emoções.

Praticar teatro abre a cabeça das pessoas, faz com que elas tenham coragem para se arriscar, sugerir, assumir posições e enfrentar desafios.

Neste convite a praticar teatro, sistematizado para um grupo regular para adolescentes, objetivo provocar reflexões sobre a dimensão artística, estética, social e antropológica desta arte, mobilizando estados de efervescência e fruição criativa, que ampliam as visões de mundo e transformam as possibilidades dos seus participantes lidarem com as relações humanas. Isto através de jogos e exercícios corporais dinâmicos, mobilizadores, capazes de gerar elementos para a criação de movimentos, textos, cenas ou trazer para a consciência a lucidez daquilo que é sentido por cada indivíduo/ator na sua relação com os fatos do cotidiano.

Esta proposta traz a Biodança como sua aliada, como promotora de vínculos profundos consigo mesmo, com o outro e com o mundo. Nada como esta linguagem para sensibilizar o humano, despertar e integrar suas capacidades de viver intensamente, sentir prazer, criar, vincular-se e abrir-se para perceber a vida em todas as suas dimensões. Neste trabalho, a Biodança é responsável pelo preparo corporal para a expressão mais refinada daquilo que é sentido.

Dois princípios são evidenciados nesta experiência: a prática teatral como um ritual que passa por escolhas sensíveis e pela emoção estética e a cumplicidade na revelação do humano através do seu posicionamento no mundo.

Este grupo está destinado a adolescentes entre 11 e 15 anos.
Aulas às quintas-feiras das 16 às 18:30.
Início das aulas dia 09 de fevereiro.

“A essência do teatro é um encontro. O homem que realiza um ato de auto-revelação é, por assim dizer, o que estabelece contato consigo mesmo. Quer dizer, um extremo confronto, sincero.” 
Jerzy Grotowski

"O contrário da vida é a falta de movimento."
Rolando Toro

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

AMOR É... AFETIVO E EFETIVO


AMOR É...
AFETIVO E EFETIVO






Apreciamos discussões e estudos sobre o amor enquanto fenômeno observável. Também sabemos que muitos pensamentos distinguem amor de afeto e, algumas proposições trazem a diferença entre amor afetivo e amor efetivo. Aqui, quero trazer uma reflexão sobre o amor enquanto poder e fenômeno sensível, ao mesmo tempo afetivo e efetivo.

Ora, considerando-se que o conceito da palavra efetivo diz respeito àquilo que é real, verdadeiro e legítimo, imagino: como pode existir um amor que não seja, certamente, efetivo? Não sendo efetivo, será amor? Porque por si só, o ato de amar promove segurança, implica em confiabilidade, cuidado, almeja o bem e é muito poderoso. Então, como imaginar este sentimento de outra forma? Existe possibilidade de relativizá-lo? O que aparece de outra maneira poderá ser chamado de amor?

A Biodança é conceituada como “a poética do encontro humano”. Todo nosso trabalho está ancorado sobre o vínculo e prática do amor enquanto força capaz de mover estruturas enrijecidas, colapsadas, restaurando o fluxo da energia promotora de integração e saúde. Compreendemos o amor como uma prática que dispensa complementos (amor “fraterno”, amor “divino”, amor “compassivo”), uma vez que o verbo amar é absoluto em si mesmo. Muitas vezes praticamos em nossas sessões o ato de declararmos nossa disponibilidade amorosa como uma simples revelação: - Amo! ,  apresentando o ato de amar, antes de mais nada, como um poder de quem sente em si e essencialmente benéfico ao si mesmo.  Isto porque, em boa parte das vezes, as pessoas imaginam que o amor que sentem está no outro. Elas acreditam que, se o outro se vai, leva também sua capacidade de amar – o que é um equívoco estrutural.

O amor é um poder inato ao ser humano, uma capacidade muitas vezes colapsada pelos dias. Ele desperta por motivações diversas e, embora precise manifestar-se na relação com o outro, ele existe EM QUEM AMA -  e não NO outro. Neste outro, o que existe, é o amor que há NELE  mesmo!


Nada mais verdadeiro e real, numa pessoa, do que sua capacidade de amar. Portanto o  AMOR  (cabem as maiúsculas) é uma manifestação afetiva e, apenas por ser o que é, não existe de outra maneira que não seja a efetiva