quarta-feira, 4 de maio de 2016

O QUE A BIODANÇA TEM A VER COM A SÍNDROME DO PÂNICO?


O QUE A BIODANÇA TEM A VER COM A
SÍNDROME DO PÂNICO?




A Síndrome do Pânico tornou-se uma habitual frequentadora dos nossos dias, seja nas conversas, nas notícias que recebemos dos conhecidos ou, até mesmo, visitando nosso próprio corpo.

As crises são súbitas, trazendo forte sensação de medo, de perigo iminente, o que gera na pessoa a ideia de que ela vai sofrer algo grave, desconhecido, vai ficar louca ou morrer. O corpo entra em estado de alerta e a reação pode ser de busca de socorro imediato ou até mesmo de isolamento, agitação, choro e outras sintomatizações diversas, todas desagradáveis. As pessoas relatam um mal estar na cabeça como se fossem perder a razão e um “pressentimento” de que algo muito ruim vai acontecer. A tudo isto pode se somar palpitações, falta de ar, parestesia, pressão nos ouvidos, ondas de calor ou frio, enjôo, tontura... enfim: é um terrível mal estar generalizado resultante de um fator aparentemente inexistente.

A recorrência desses sintomas e a pouca compreensão das pessoas ao redor dificulta a consciência e o enfrentamento da doença, o encaminhamento ao tratamento e favorece a desvinculação da pessoa com fatores ligados a sua própria saúde. É comum o portador da síndrome ouvir expressões como: “reaja!”, “isso é frescura...”, “pára de chilique”, "esta não é você", “você tem medo do quê?” .  Reações assim não ajudam em nada. 

É muito importante que a pessoa busque perceber o que está sentindo e, especialmente, o elemento deflagrador de cada crise para construir, passo a passo, uma consciência fortalecida e construtiva para superação do medo. Para isto, ela vai precisar entender como seus próprios pensamentos alteram seu metabolismo e entrar em contato com sua inteligência emocional. Sim. O funcionamento químico do cérebro é diretamente influenciado pelo que sentimos e pensamos. Então será importante refletir sobre o maior ou menor valor que a pessoa atribui aos aspectos da sua vida e como isto está se convertendo em sintomas no seu corpo.

Como a Biodança atua neste processo? Como ela pode ser benéfica?
As sessões de Biodança são estimulantes da produção de um neurotransmissor muito importante chamado serotonina, responsável pela sensação de bem estar e saciedade. A supressão desta substância (o que acontece em situações de medo extremo) altera o funcionamento do organismo e provoca tristeza, falta de ar e confusão de pensamentos. Os exercícios levam a estruturação profunda da identidade visitando espaços internos obscurecidos pelo medo, por traumas, por memórias tóxicas, abrindo espaços para que o indivíduo possa olhar para o que sente num ambiente seguro, re-significando seus movimentos na vida, adquirindo nova saúde.
Dançar, assim como outras atividades que colocam o corpo em movimento, é uma atividade que leva o organismo a buscar seu equilíbrio. No que se refere à Biodança, ela proporciona vivências integradoras em grupo, com o estabelecimento cuidadoso de vínculos que fazem a diferença em situações como as da Síndrome do Pânico.
Isto não exclui a visita ao médico e o acompanhamento, se necessário for, com interação medicamentosa.

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