segunda-feira, 30 de março de 2015

BIODANÇA E ÊXTASE




BIODANÇA E ÊXTASE



A palavra “êxtase” deriva do grego ekstasis que significava “sair fora de si”.

Em Biodança compreendemos o êxtase  como a sensação superlativa de estarmos vivos, incluindo, neste modo de ser, a percepção profunda de tudo mais que está no planeta, pulsa e vive.

Este estado “vivíssimo” de ser, promove profunda renovação orgânica pelo caminho de acesso que abre para a experiência da expansão em gozo íntimo, pelo trânsito promovido para fora e para dentro de si, pela resposta química em nossa corrente sanguínea dado o estado de enlevo e prazer e pelo ganho resultante da vivência trazida para o aqui e agora, à disposição dos dias.

Os complexos celulares não são sistemas mecânicos, mas reagem a cada momento da vida de modo inovador e com uma coerência absoluta diante das transformações do ambiente externo. Este processo de adaptação e de integração é decididamente criativo… Se o ato de viver é uma sutil manifestação do prodigioso movimento de um universo biologicamente organizado e em criação permanente, a criatividade humana pode ser considerada uma extensão dessas formas biocósmicas que se exprimem por meio de cada indivíduo. Nós somos ao mesmo tempo a mensagem, a criatura e o criador.
Rolando Toro

Quanto menos prazer sentir um ser humano, mais fácil de ser submetido ele será. Assim, reconectar-se com o prazer de estar vivo, de ser agente de sua própria vida, torna-se um ganho que fará frente a relações tóxicas, estilos adoecidos de viver e escolhas equivocadas.

As experiências de êxtase em Biodança promovem esta reconexão, este contato com a fome de viver com prazer, criativamente, expandindo seu potencial afetivo, construindo dia a dia a alquimia da uma existência presente e consciente.  A descoberta das próprias potencialidades leva a questionamentos sobre velhos paradigmas, sobre a replicação de movimentos sem sentido e recoloca o indivíduo à frente da sua própria vida, abandonando a vitimação confortável que, por vezes, serviu como justificativa para não enfrentar mudanças.

As palavras NÃO, BASTA, CHEGA  e outras afins passam a fazer parte do vocabulário cotidiano, abrindo as portas para outras como SIM, MAIS e AGORA!


Aqui não se trata de uma dança qualquer. Aqui tratamos de dançar a VIDA. E vida é sinônimo de movimento.

segunda-feira, 16 de março de 2015

ANÁLISES CONCLUSIVAS: APRENDIZAGEM E O "SE MOVIMENTAR"




Análises conclusivas:
aprendizagem e o “se ­movimentar”

Lísia Costa Gonçalves
Universidade do V ale do Itajaí, Itajaí, Santa Catarina, Brasil
Elenor Kunz, Aguinaldo Cesar Surdi, Soraya Corrêa Domingues
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil


É  por meio da relação de diálogo com o mundo que fazemos nossas aprendizagens, quando a intuição fenomênica preenche o ato intuitivo ou operativo, gerador de uma essência operativa. O ato operativo é vivido de maneira irrefletida, orientando-se­ para um outro ato indicativo. Esse se dá a partir de uma intencionalidade operativa formadora de uma essência categorial. O ato indicativo baseado numa intencionalidade de ato aponta para uma atitude transcendental, pois, embora seja vivido de forma ainda obscura, direciona-­se para constituir um objeto transcendente. Esse objeto é a apropriação do conhecimento, que se faz na intersubjetividade – uma idealidade que revela as nossas essências e que possibilita nosso próprio reconhecimento no mundo, e que, portanto, nos permite transcender e refletir sobre as nossas vivências, tornando-­as claras e determinadas.

É o que Husserl  aborda quando trata da consciência transcendental, vendo a transcendência como uma identidade na diferença, como uma subjetividade intersubjetiva, pois somente na relação somos capazes de nos reconhecer e de tornar o que antes era obscuro e imanente em claro e transcendente.

A experiência do movimento do meu próprio corpo acompanha a experiência do outro, como o outro lado de um mesmo ser. O outro é o outro lado desta minha experiência. Nesse sentido, o conhecimento nasce das relações, do diálogo, da intersubjetividade numa perspectiva dinâmica, e as significações feitas são baseadas nos contextos que se apresentam e se modificam, momento a momento, deixando de lado a ideia de que o conhecimento está fundado numa coisa em si, seja ela a consciência ou um objeto. O horizonte de idealidades não está posto de forma unilateral, não é propriedade de uma consciência “em si”; ele se mistura por meio da linguagem ao mundo. É generalidade, pluralidade e carrega a profundidade que se traduz no tempo.

Misturando­-se ao mundo pelo diálogo, pouco a pouco vai se abrindo a novas possibilidades de aprendizagem, pois somos feitos pelo tecido do mundo, fazemos parte de uma trama geral que tem caráter dinâmico e que se faz na linguagem.

Podemos nos reconhecer apenas na medida em que nos relacionamos com o outro, quando podemos nos desdobrar e coparticipar das significações que, pelos movimentos, vão sendo refeitas ou recriadas. Nesse descentramento, já não somos localizáveis, não estamos nem aqui nem ali, porque somos seres de generalidade e, por isso mesmo, torna-­se possível nosso reconhecimento através desse outro que estabelece uma diferença entre nós.

“Porque sou totalidade é que sou capaz de colocar o outro no mundo e de me ver limitado por ele.”(MARLEAU ­PONTY )

“Cristo, poeta supremo, viveu a verdade tão apaixonadamente que cada gesto seu, a uma só vez Ato puro e Símbolo perfeito, personifica o transcendente.” Lewis Thompson


É para personificar o transcendente que estamos aqui, em imanência.

domingo, 8 de março de 2015

PARA AS MULHERES





BALÉ JOVEM DA ALEMANHA

Fotografia: MAIRA LINS - integrante do Grupo Habitat (Biodança para Artistas) do Biocentrum.






         LILY BRAUN - PODRES PODERES + BLUES DA PIEDADE + DISRITMIA

Vocal: BRUNA BARRETO - aluna de Pilates 
e integrante do Grupo Habitat (Biodança para Artistas) do Biocentrum.







CREPE "AVENIDA CONTORNO" DO RESTAURANTE SOLAR

em formato de trouxinha com camarões frescos, morangos, endro dill e creme de leite light, para as mulheres, seres que conseguem ao mesmo tempo unir delicadeza e força, beleza e profundidade, doçura e firmeza. 

Andréa Nascimento (Chef Executiva do Solar) e Maíra D´Oliveira (Administradora do Solar) são alunas de Pilates do Biocentrum.




                                                              Fotografia: Isabel Sant´Anna

SAÍDA DO CORTEJO DO BEREGUEDÊ TRANSEUNTE - Festa de Iemanjá
Fotografia: Isabel Sant´Anna

ÉRICA RIBEIRO, atriz e bailarina, é integrante do Grupo de Biodança "Primavera nos Dentes", do Biocentrum.



CAU GOMEZ , artista visual e cartunista, é aluno de Pilates do Biocentrum.





LIU NASCIMENTO, cabeleireira e maquiadora, é aluna de Pilates do Biocentrum.






Espetáculo RICARDO III 

TACIANA BASTOS, atriz, é integrante do Grupo de Biodança "Primavera nos Dentes", do Biocentrum.







UMA MULHER COMPLETA - por Anjos Urbanos




Uma mulher completa

Não é meia lua
nem é meia taça
É poeta

Não é poetisa

nem mona lisa

Não sorri discreta
de canto de boca
Gargalha louca
e direta
Uma mulher inteira
não é sua esposa
nem minha
Ela repousa livre no infinito
nem princesa nem rainha
Foge ao mito e pousa
como mariposa
Que do casulo frágil onde a desenho
voa, com seu próprio empenho
em seu próprio rito
Uma mulher total
não é menina, mãe ou irmã
Nem namorada ou amante
é o sol da manhã
A paisagem distante e errante
Que não se revela
Não é a nudez de uma tela
calma
Mais ainda mais bela
Alma.

Anjos urbanos
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