quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

EXCLUSIVO PARA ARTISTAS



HABITAT
“onde você está?” 
. uma programação exclusiva para artistas .





Um corpo está desabitado quando sua alma está ausente. Devolver o indivíduo a seu corpo resulta em construir um humano disponível para viver todos os aspectos da existência em total intensidade, harmoniosamente, integrando sombra e luz. Isto é resultado de uma consciência intensificada de si mesmo, capaz de olhar seus múltiplos aspectos e refletir sobre eles.


HABITAT é uma proposta de investigação das qualidades do movimento humano e corporificação da consciência. 


Sua programação apresenta elementos do movimento humano que serão vivenciados através de sessões de Biodança:


AGILIDADE / EQUILÍBRIO / LEVEZA  / FLUIDEZ / SINERGISMO /

RESISTÊNCIA / RITMO / DESLOCAMENTO / ÍMPETO / POTÊNCIA /

EUTONIA / DIVERSIFICAÇÃO / ANIMAÇÃO DO MOVIMENTO /

EXPRESSIVIDADE SENSÍVEL / EXPANSÃO / HARMONIA  / DOMÍNIO

VOLUNTÁRIO E INTENCIONAL  / INTENSIDADE


Período: março a novembro de 2015

Das 20 às 22:00

Biocentrum – Espaço Mahatma Gandhi – Rua Rio de Janeiro 694 – Pituba

Maiores informações: handragora@hotmail.com  ou 9617 5422

Facilitação: Eliana Pereira e Hilda Nascimento

domingo, 1 de fevereiro de 2015

AMO!




AMO!

Há uma descoberta na prática da Biodança que é surpreendente: a consciência da própria potencialidade amorosa. Aqui falo de potencialidade, de acervo disponível, de espaço retentor de carga pronta para ser usada, gasta, sempre renovável.

Muito diferente do que costumamos desenvolver como conceito de amor, este, desperto pelas vivências de Biodança, é de absoluto caráter libertário e, embora necessite do outro para manifestar-se, torna-se indubitável que existe a despeito dele. Então, ao invés de pensar sobre ele (o amor), percebo que não importa nada que possa pensar pois, estando em sua vivência, ele independe de referência. Descubro, maravilhado, que o amor está em mim – e não no outro.

É comum ouvirmos o depoimento de pessoas que se projetaram no outro de tal maneira que, diante de uma falta, não conseguem retomar-se, recuperar-se e, às vezes, perdem-se para sempre. Será este sentimento... amor? Amor catástrofe? Também sabemos de pessoas que se regozijam por abdicarem de outras relações, conquistas, prazeres e não percebem que se transformaram em um detrito social em nome daquilo a que chamam amor. Outros, ainda, anulam de tal forma o seu ser essencial, mendigos do amor que acham que ele está fora de si e tornam-se mortos vivos, espectros de uma fusão que não leva a lugar algum.

Amor potencialidade - qualidade amorosa que fala de uma carga disponível. Porque, na verdade, o que realmente amo é a possibilidade de acessar o amor em mim mesmo. Desejo o meu desejo. O outro chega como o agente desta revelação, elemento mágico capaz de dar movimento às minhas represas.

Este acesso libertário nos leva a outra qualidade de experiência com a vida, pois as relações avançam da antiga busca de um complemento, para um espaço ativo onde o sentimento possa ser potencializado e expandido. Amor suplementar. Amor como um estado de consciência, como movimento, como dança!

“Ela é o único fogo aceso na vida eterna, e só quando ela ama e baila, botando fogaréus pelo umbigo, se desaborrece o imortal aborrecimento da paz celestial.” Eduardo Galeano

Esta é uma descoberta para além dos sentidos – é uma descoberta do sentido. E tocar o mar do amor que habita dentro de si mesmo (e não no outro, o que poderia me proteger), pode ser assustador. Pois para saber deste sabor, será necessário entregar-me a uma história que se escreve à medida que é vivida. Não tenho controle sobre nada. Sou uma pessoa lançada ao mar.

Em Biodança, os exercícios que propõem danças afetivas, conexão com a energia amorosa, os encontros plenos de significados, a abertura do peito diante do outro e do mundo, os abraços onde um coração encontra o outro, podem gerar vivências que despertem a imensidão potencial amorosa e, de repente, a grande descoberta passar a ser, não “eu te amo”, mas... EU AMO!