terça-feira, 20 de maio de 2014

UM GRUPO COMO UMA TRIBO



Um grupo de Biodança funciona sob os mesmos princípios de uma tribo. E uma tribo não é uma "equipe". Segundo Julian Beck,


"A tribo é um grupo de pessoas enlaçadas pelo amor .

Dessa forma é que encontram formas de sobreviver, e  dessa maneira, a tribo exerce uma fascinação especial em uma sociedade carente de amor . A sociedade tolera as comunidades experimentais na medida em que pensa que elas somente dedicam-se a achar soluções para os problemas que nos colocam as proposições utópicas impraticáveis.  Se não encontram as proposições práticas e concretas, terminarão por si mesmas. Se encontram as soluções, a sociedade tenta apoderar-se delas para as neutralizar.
 
A palavra tribo é aqui utilizada para descrever grupos de pessoas que se acham próximos aos grupos étnicos que não chegaram a perder nunca sua relação com a terra, o sol, a lua, o vento, a água, o fogo, com o toque, a alegria, o prazer de conviver, de trocar. As coisas primárias... Grupos cuja existência é o testamento de um certo tipo de natureza não artificial, que lida com a vida sem arrasá-la, buscando a harmonia com a natureza das coisas .  A tribo é um modo de fazer coisas divertidas e inteligentes juntos. Cada membro pretende o benefício e o bem estar de todos os membros. Uma comunidade onde os indivíduos não estão alienados uns dos outros.

Movendo-se numa sociedade que morre de solidão e seus terríveis efeitos: o amor artificial, a morte prematura, por rivalidade ou inimizade, a morte por dinheiro, a morte por envenenamento do gás das indústrias e de nossas instituições e moralismos caducos – a tribo tem sobrevivido às forças opostas dos tempos graças à ajuda mútua."

segunda-feira, 19 de maio de 2014

AMAR, VIVER E MORRER - uma descoberta pessoal libertária


 



Compartilho um trecho do livro O COIOTE, de Roberto Freire. Sempre costumo citá-lo nas sessões de Biodança, como estímulo a um reflexão libertária acerca do amar, viver e morrer livre de parasitismos.



quinta-feira, 8 de maio de 2014

YOGA







A yoga é considerada uma terapia corporal complementar  que combina posturas, técnicas respiratórias, meditação e relaxamento. A finalidade é promover equilíbrio físico, mental, psíquico e espiritual.

"A Hatha Yoga é tão popular porque atende às demandas do homem moderno, cujo estilo de vida esgota o sistema nervoso, especialmente o simpático. Todos vivem em estado de agitação permanente. Não há tempo para o reequilíbrio. Essa prática é a oportunidade de juntar o esforço (esgotado ou não) com o não esforço (relaxamento e tonicidade). O resultado é o rejuvenescimento e o equilíbrio", explica Amândio Albertino Figueiredo, presidente da Federação Portuguesa de Yoga.

A yoga proporciona controle do estresse e maior consciência física e mental. Assim como a mente influencia o corpo, o corpo também influencia a mente. A condição primeira da yoga é permitir ao praticante conhecer seu estado de saúde. A partir daí, cada um evoluirá para a boa saúde, ou a manterá. O ponto mais importante é o fortalecimento da imunidade.

Na yoga o corpo é estimulado por meio de exercícios de alongamento, onde se permanece numa posição de relaxamento de esforço por período determinado de tempo. Alcançado o aprimoramento físico, inicia-se o trabalho respiratório, mais importante via de ligação com as emoções. É assim que a yoga entende ser possível atingir um estado calmo da mente: interferência na postura, tônus muscular e padrão respiratório. O próximo passo é a meditação.



A prática regular aumenta a sensação de bem-estar, combate o estresse, reduz a pressão arterial, melhora a capacidade respiratória, relaxa músculos, auxilia no controle da ansiedade, depressão e insônia, além de aprimorar a flexibilidade e força físicas, bem como os níveis da química cerebral e sanguínea. Se pensarmos que grande parte das doenças possuem fundo emocional e são enfermidades resultantes do nosso estivo de viver (ou adoecer...) concluiremos que o ato do relaxamento consciente pode ser altamente benéfico para a saúde em geral.


No Biocentrum, SONIA GUIMARÃES ministra as aulas de yoga. Para conhecer a técnica, marque uma aula experimental pelo e-mail handragora@hotmail.com  .

quarta-feira, 7 de maio de 2014

BIODANÇA E ENTROPIA








A palavra Entropia designa a tendência generalizada de todos os sistemas do universo, sejam eles naturais ou feitos pelo homem, de deteriorar-se. O corpo humano passa por um processo de entropia: vai envelhecendo e um dia morre. O automóvel também. Vai ficando velho, desgastando as peças e um dia vira sucata. O sol é assim. Vai queimando aos poucos, consumindo-se e um dia apagará. Essa camisa que você usa. Essa rua por onde anda. A casa onde mora. A lâmpada que lhe dá luz... Tudo isso um dia acabará, por um processo natural de entropia, de desgaste inevitável. A única coisa que podemos fazer é tentar controlar a velocidade com que esse processo acontece. É na manutenção bem feita da vitalidade que está o segredo para retardar o processo de entropia que um dia nos levará ao fim. A manutenção de um avião, por exemplo, que faz com que ele voe 30, 40, 50 anos. Limpar o chão, pintar a parede periodicamente, trocar as telhas quebradas, prolonga a vida da casa. O ser humano promove sua manutenção elegendo fatores positivos para nutrir seus dias de saúde: alimentação, companhias, escolhas e integração entre o pensar, sentir e agir.

E sabe qual é o segredo que há por trás do segredo? É a existência de instrumentos que nos mostrem quando o processo de entropia está atingindo índices perigosos. A luz tem que acender. A sirene tem de tocar. E assim a equipe de manutenção é acionada e as providências necessárias para reduzir a velocidade da deterioração, executadas.

Mas encontrar e consertar uma goteira é fácil. A coisa complica quando olhamos para nós mesmos e percebemos que, além da ordem natural das coisas, algo acelera nosso processo entrópico além da passagem do tempo e é preciso “consertar”. Provavelmente, se percebermos este processo (porque nem sempre ele é percebido), está na hora de parar e levantar algumas questões: estou onde quero? Com quem eu quero? Faço o que eu quero? Gosto de mim? Moro no meu copo ou fora dele? Penso, sinto e ajo de maneira integrada? Em seguida, é preciso tomar decisões. Sair da vitimação e eleger estratégias de viver que produzam cada vez mais cofatores positivos com sua ação anti-entrópica, autorizando a vida a gerar mais vida!

A reprogramação Biológica, em Biodança, vai além do resultado de uma atividade física sobre o corpo da pessoa. Ela instala uma fome de viver e inclui o indivíduo no seu próprio processo existencial a partir das escolhas que faz para sua vida. São novos estilos de viver conhecidos através de vivências integradoras que conectam os participantes com sua matriz pessoal e intransferível. O objetivo é expressá-la, implicar-se na construção do dia a dia, abandonar argumentos viciosos que sustentam enfermidades, desfrutar a conexão entre os princípios da razão e da emoção, encher a vida de prazer e construir, assim, um cotidiano pleno de significação.


Não há sentido em termos tempo de vida se nos falta vida no tempo.


Texto inicial de Luciano Pires interferido por Hilda Nascimento